Para melhor percebermos as diferenças entre 2 clubes de galaxias muito distantes...
Graças à gestão Laporta, o clube catalão redescobriu o êxito desportivo e financeiro. O FC Barcelona deverá alcançar
receitas globais de 240 milhões de euros na época de 2005/06 – um valor completamente fora da órbita do futebol português.
O orçamento da secção de basquetebol do Barça, por exemplo – 16,2 milhões de euros –
é superior ao orçamento de 15 dos 18 clubes da divisão principal do nosso futebol.O Barcelona, no entanto, passou vários anos longe da elite europeia em termos de receitas e projecção económica. Quando Joan Laporta chegou à presidência do clube, no Verão de 2003, o Barcelona não passava da 13ª posição europeia em termos de proveitos – atrás de Newcastle, Roma ou Borússia Dortmund, clubes com muito menos peso desportivo e histórico. Dois anos mais tarde, porém,
o Barcelona entrou definitivamente no “grupo dos 200 milhões” – o restrito grupo de cinco ou seis clubes (Real Madrid, Manchester, Milan, Chelsea, Juventus e Barcelona) que têm receitas de mais de 200 milhões de euros anuais
. Mas nem tudo são rosas. A dívida que se foi acumulando ao longo dos anos 90 e, sobretudo, nos primeiros anos deste século, continua a ensombrar o dia-a-dia do FC Barcelona. Este fardo pesado – a “mochila que pesa sobre as nossas costas”, na expressão repetida muitas vezes pelo vice-presidente para a área económica, Ferran Soriano – foi-se acumulando e ainda demorará vários anos a desaparecer.
O Barça deve actualmente 205 milhões de euros.
No início da época outro
objectivo considerado fulcral para o saneamento do clube é o abrandamento da
subida dos encargos salariais. “A chave do problema reside em encontrar um equilíbrio que mantenha os salários abaixo de 55% das receitas”.Na época passada, os custos salariais do plantel de futebol (76,5 milhões de euros) corresponderam a 37% das receitas totais, enquanto os custos salariais totais (todos os atletas de todas as secções do clube, mais restantes empregados) atingiram os 110 milhões – ou 53% das receitas.
Uma das primeiras medidas da gestão Laporta foi
aumentar as receitas provenientes da quotização. O objectivo da campanha “el Gran Desafío” – aumentar em 20% o número de sócios do clube – foi plenamente atingido e o
número actual de sócios ronda os 134 mil. A direcção do Barcelona empenhou-se, igualmente,
em reduzir o passivo e aumentar as receitas através das fontes tradicionais: venda de bilhetes, marketing/merchandising e venda de direitos aos meios de comunicação. O clube continua a dar-se ao luxo de manter as suas camisolas de futebol sem patrocínio comercial – um negócio que renderia, certamente, entre 19 e 25 milhões de euros anuais.
Antigamente, o modelo de negócio de um clube de futebol era como o de um circo: as receitas provinham da venda de bilhetes. Nos anos 90, a coisa complicou-se com a entrada em cena dos direitos pagos pelas televisões privadas.
No século XXI, a gestão de um clube parece-se muito com a de uma empresa de entretenimento, como a Warner Bros. Eles têm o Bugs Bunny, nós temos o Ronaldinho”, Moral da Historia: Em termos de passivo as diferenças não são muitas...já as receitas...
Uma das questões que me parece muito pertinente discutir é para quando a criação de um tecto salarial para os clubes, isto é,limitar os clubes a apenas poderem gastar uma percentagem x das receitas em gastos com pessoal(salários de jogadores principalmente)??A diferenciação aconteceria de uma forma natural pois nem todos conseguem ter receitas para ter "Bugs Bunnys" logo os grandes clubes não seriam prejudicados mas a grande mudança seria terminar de vez com casos como o do Setubal por exemplo...
Ja dizia o meu avozinho, "quem não tem dinheiro não tem vicios"...
Saudações Desportivas